O individualista

A auto-afirmação do homem moderno...

É praticamente impossível almejar a perfeição do ser humano se não se manifestarem as diferenças individuais existentes em cada um. Por mais incrível que pareça, as distintas feições correspondem às diferenças das suas respectivas perfeições.

A idéia do homem como centro, que usufrui de autonomia do pensar e agir, da liberdade da razão e exercício da vontade, é central na conquista de objetivos - e torna possível a afirmação do indivíduo como princípio e como valor na sociedade moderna.

Na prática somos reféns manipulados e ao mesmo tempo manipuladores do consumo, da conquista e do bem-estar individual. O sistema descobriu que supervalorizando o indivíduo, consegue levá-lo a entender que pode viver só. Estamos ferindo o sentido da própria vida, abandonando a própria racionalidade. Nossa atividade social é terminantemente subordinada a um aparato administrado inconscientemente por normas irracionais que tangem a liberdade, reduzindo a vida humana à função desempenhada no interior de uma estrutura organizacional.

É um tanto quanto utópico, pois o individualismo que vem a tona no mundo atual é determinado pela própria cultura moderna homogeneizante, e sua ideologia, e não pelas particularidades individuais.

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