Sinceridade

Em muitos momentos da minha vida, quando menos espero, tenho tentando buscar tendências com o presente alheio. Nem sempre o que me prende é o mesmo que preocupa ou causa entretenimento nas pessoas naquele ínterim. Isto provoca desencontros freqüentes, questionamentos, surpresas e até arestas difíceis de aparar, mas enfim, faço a minha parte.

Fato é que não sei me definir deste ou daquele jeito. Ficariam faltando muitos “eus” que não conheço e que ainda não encontrei. Não vejo nada de extraordinário nisto, e ainda suponho que isto aconteça com grande parte dos humanos. Para alguns, os obstáculos são maiores ou menores, mais ou menos duradouros. Os objetivos, mais ou menos definidos.

Acho interessante quando falam sobre como minhas palavras movem cada um, independentemente de sua cultura, idade ou formação. Parece contraditório, mas sou eu que estou querendo perguntar, não explicar. Não sou eu que tenho as respostas. Talvez cada um de nós encontre a sua, desde que aprenda a ouvir e continue perguntando-se sempre. Aqueles que passam a conviver com o resultado de meus questionamentos não necessariamente precisam mostrar de que modo os atinge ou apresentar suas próprias conclusões. É uma troca justa: teu olho – minhas palavras.

Não separo minha escrita da pessoa. Sou todo no mesmo nó – minha escolha nesse momento é escrever, não seria de outro modo. Minha palavra é minha música, minha dança está aí; se não está claro, é porque eu não soube passar ou os outros ainda não souberam ver.

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