O boxe da vida real


O que é prever o futuro, senão fabricá-lo com as próprias mãos?

Prognosticar o futuro é moldá-lo com atitudes, inspiradas nos mais ousados sonhos. A busca consiste em um esboço de ambição seguido pela cura de obstáculos. E eu me encontro frente a uma muralha que se coloca em meu caminho. Paredes escorregadias de limo que não se deixam ser escaladas. O tal obstáculo. O que há do outro lado? Não sei. Mas não é do meu feitio ficar aqui de braços cruzados.

Digo isso porque há muito tempo aprendi é muito valioso um objetivo em mente e uma mão aguerrida no peito. Que pode se traduzir em um sonho, por que não? O sonho nada mais é que uma realidade que pode assumir qualquer tamanho e forma pós a batalha. Se meus pensamentos conceberem uma jornada, mesmo que sem objetivo aparente, ou até mesmo sem sentido, seria uma grande auto-traição não realizá-la. Não sou dotado da capacidade de sonhar por acaso. Eu estou no ringue há tempos.

Sejamos cada vez maiores. Tenhamos coragem. Utilizo aqui um traço mais grosso por acreditar que essa é a única palavra que precisa realmente ficar nos olhos de quem tem uma longa batalha pela frente. É uma luta em que ninguém vai entrar no ringue pela gente. Ninguém! Depender apenas dos próprios punhos é assustador eu sei, mas a cada obstáculo transposto, a gente soca as paredes e aprende que sempre pode mais. O sangue que tinge a caminhada será lembrança eterna do quão longe chegamos.

Eu sei qual é o meu futuro. E cabe a mim construí-lo.

O que me faz correr de novo e de novo sem jamais desistir? Já senti a dor no peito quando tive medo e hoje sei que infinitamente maior que a dor de tentar e quebrar a cara.

Enfim…

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