Medo

Em alguns anos...
Eu andei por aí
Às vezes acomodado e outras revolucionário
Sorri muito, chorei pouco, mas o suficiente para limpar a alma
Arrependimento de quase nada
Ganhei e perdi, e daí?
Lutei com unhas e dentes sempre
E quanto mais vencia, sempre faltava algo
Sempre faltou algo
Mais tarde tudo ficou claro
Talvez por não desistir fácil, vi com outros olhos
Percebi que não saiu da minha cabeça durante todo esse tempo
E quantas vezes não amei nem mesmo a mim
Não por falta de amor
Mas amor demais levado por alguém que eu sonhava e não sei se acreditava
Visitou os corredores da minha mente sem perceber
Hoje sabe dos enganos, dos secretos planos
E até de alguns traumas vividos e guardados a sete chaves
Sempre fui muito só com essa angústia
Acordava na madrugada e vagava
Fiz como pude, fiz tudo que quis, lutei
Desprezei meu ego, mas ao mesmo tempo fui egoísta
Bati a cabeça nos cantos como se fosse um cego
Enfrentei e teve quem duvidou dos dois lados
Passada a turbulência, leve agora sou capitão do meu veleiro
Estou rumando por mares novos, mas conhecidos de longa data
O novo antigo, suspiros de prazer empoeirados
Meus devaneios se moldaram ao destino
E infinitamente melhor agora no meu barco, pois sabe que “não existe’”
Enfim...
Para muito digo que não é bom ter medo
O medo é um sentimento que nos torna fraco
Desistir é para quem tem medo
E não lutar pode ser uma derrota para sempre

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