Não há nada que se possa fazer, pois eu estou apenas tentando me achar. Neste momento sou a minha única companhia e tudo que vêm à tona é a vontade de estar em lugar nenhum. Minha cabeça divaga por infinitas situações, brandos lugares e interage inexplicavelmente com diversas pessoas, mas não acha um marco sequer para parar. O melhor dos mundos seria a sombra simétrica de uma árvore, em meio ao sopro do vento, com um livro de cabeceira nas mãos e olhar perdido no horizonte. O mais difícil de explicar é que externamente nada mudou. Passou-se um tempo, que não sei mensurar ao certo, e o mundo está exatamente igual. O meu pensamento sim. Esse divaga a meros 299 792 458 metros por segundo não só procurando o motivo pelo qual há tantas dúvidas, mas buscando abolir esta angustia. Diante deste fato posso rejeitá-lo ou aceitá-lo. O que sei é que nada vence a minha vontade de viver. Estou designado de uma maneira impar, a ausência de submissão, de servidão e de clausura, isto é, apto a independência e a liberdade do ser humano. De maneira que preciso muito buscar no mesmo esforço a autonomia e a espontaneidade de um sujeito racional. Compreender a condição dos comportamentos humanos ivoluntários agir conforme minha vontade particular, objetivação da vontade metafísica por trás de todos os eventos naturais. O que parece deliberação é uma ilusão ocasionada pela mera consciência sobre meus próprios desejos. Sim o que sinto é conceito abstrato.
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